Opinião Emerson Souza Gomes: Guerra e comércio - Cena Jurídica

Opinião Emerson Souza Gomes: Guerra e comércio

Emerson Souza Gomes, advogado especialista em direito empresarial, sócio da Gomes Advogados Associados, email emerson@gomesadvogadosassociados.com.br, fone (47) 3444-1335

Guerra e comércio

Não me ocorre o nome do pensador, mas em algum lugar da filosofia alguém escreveu que, para conquistar um território, um príncipe deve assumir o controle sobre o comércio deste território. Caso não obtenha êxito, o príncipe deve usar o seu exército.

Quem está no campo de batalha

Bombas são despejadas na Ucrânia que se defende na força da resistência civil e militar. Mas é franco que as principais armas no campo de batalha são as sanções econômicas dos países da OTAN e uma ameaça nuclear velada da Rússia de Putin.

Sanções econômicas

Esta arma já foi utilizada para dominação de territórios. Cuba é um exemplo perene de embargos econômicos e o resultado não é animador.

Poder militar

Sem demérito ao heroísmo dos ucranianos, é uma questão de números concluir que a Rússia possui poderio militar para dominar a Ucrânia. No entanto, dominar um território tão extenso talvez tenha um preço alto para os russos – a Rússia tem a experiência do Afeganistão, a versão russa da Guerra do Vietnã.

O que a Rússia quer não é inédito

A par do reconhecimento da independência de parcelas do território ucraniano, a Rússia quer o controle político da Ucrânia, estabelecendo um governo títere. E um governo de joelhos foi o artifício empregado ao longo de décadas por potências ocidentais para controlar territórios mundo afora.

Ameaça nuclear

A ameaça nuclear é palpável, tanto na possibilidade de acidentes em usinas, como pelo próprio sentido da guerra que é não admitir a derrota ou um acordo entre os beligerantes que não seja mutuamente digno.

Acordo indigno

A história nos conta que uma das causas da Segunda Guerra foi um tratado indigno imposto à Alemanha. Por sua vez, a Segunda Guerra, embora derrotada a Alemanha Nazista, somente teve um final após a Guerra Fria cujo “acordo” Putin acredita ter sido “indigno”.

Vivemos um momento sem igual na história

Pela primeira vez na história, toda a tecnologia econômica do mundo liberal, forjada desde a Revolução Francesa, enfrenta armas de uma potência militar titânica.

Final

…Entre guerra e comércio…

… torçamos pela diplomacia!

Artigo originalmente publicado no jornal Folha Babitonga

Emerson Souza Gomes, advogado especialista em direito empresarial, sócio da Gomes Advogados Associados, email emerson@gomesadvogadosassociados.com.br, fone (47) 3444-1335
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